A queda de cabelo é um incômodo para muitas pessoas, mas quando ela se torna progressiva, concentrada no topo da cabeça e acompanhada de afinamento dos fios, é possível que estejamos diante da alopecia androgenética, conhecida popularmente como calvície.
Esse tipo de queda tem fundo genético e hormonal, e pode atingir tanto homens quanto mulheres em diferentes fases da vida.
É uma condição hereditária caracterizada pela miniaturização progressiva dos fios — ou seja, eles nascem cada vez mais finos, frágeis e curtos, até cessarem totalmente o crescimento naquela área afetada.
Ela está diretamente relacionada à ação dos hormônios androgênicos, especialmente a dihidrotestosterona (DHT), que atua nos folículos capilares predispostos geneticamente, acelerando seu envelhecimento e reduzindo sua atividade.
Início geralmente entre 18 e 30 anos
Recuo da linha frontal (entradas) e rarefação na coroa (vértice)
Pode evoluir rapidamente para a calvície total em áreas específicas
Classificada pela escala de Hamilton-Norwood
Início mais comum após os 30 anos ou em fases hormonais (pós-parto, menopausa, SOP)
Afeta principalmente o topo da cabeça e a linha central, mantendo a linha frontal preservada
Queda difusa e afinamento generalizado
Classificada pela escala de Ludwig ou Sinclair
Predisposição genética (histórico familiar)
Alterações hormonais (menopausa, SOP, uso de anticoncepcionais ou anabolizantes)
Estresse crônico e liberação de cortisol
Deficiências nutricionais (vitamina D, ferro, zinco, B12)
Uso frequente de químicas, calor excessivo ou hábitos de tração capilar
O diagnóstico é clínico, feito por um tricologista ou dermatologista, e pode incluir:
Tricoscopia (análise do couro cabeludo com aumento)
Avaliação laboratorial hormonal e nutricional
Histórico pessoal e familiar
Quanto mais precoce for o diagnóstico, melhor o prognóstico do tratamento.
Sim, e os resultados são mais eficazes quando iniciados cedo. Os protocolos podem incluir:
Tratamentos tópicos:
Minoxidil
Fatores de crescimento
Tônicos com cafeína, melatonina ou latanoprosta
Tratamentos orais:
Inibidores de DHT (como finasterida ou fitoterápicos como o óleo de semente de abóbora)
Suplementação com vitaminas e minerais
Terapias clínicas:
Intradermoterapia
Microagulhamento com exossomos
LED capilar
Ozonioterapia
ILIB e capacete de LED
A alopecia androgenética é uma condição crônica, mas pode ser controlada e até revertida parcialmente com os tratamentos corretos. O acompanhamento com um profissional capacitado é essencial para preservar os fios, estimular o crescimento e evitar a progressão da calvície.
Não espere a perda se agravar. Cuidar hoje é garantir mais cabelo amanhã.