Alopecia Androgenética: Entenda a Calvície Feminina e Masculina

A queda de cabelo é um incômodo para muitas pessoas, mas quando ela se torna progressiva, concentrada no topo da cabeça e acompanhada de afinamento dos fios, é possível que estejamos diante da alopecia androgenética, conhecida popularmente como calvície.

Esse tipo de queda tem fundo genético e hormonal, e pode atingir tanto homens quanto mulheres em diferentes fases da vida.


🧬 O que é a Alopecia Androgenética?

É uma condição hereditária caracterizada pela miniaturização progressiva dos fios — ou seja, eles nascem cada vez mais finos, frágeis e curtos, até cessarem totalmente o crescimento naquela área afetada.

Ela está diretamente relacionada à ação dos hormônios androgênicos, especialmente a dihidrotestosterona (DHT), que atua nos folículos capilares predispostos geneticamente, acelerando seu envelhecimento e reduzindo sua atividade.


👨 Como a calvície se manifesta nos homens?

  • Início geralmente entre 18 e 30 anos

  • Recuo da linha frontal (entradas) e rarefação na coroa (vértice)

  • Pode evoluir rapidamente para a calvície total em áreas específicas

  • Classificada pela escala de Hamilton-Norwood


👩 E nas mulheres, como a alopecia androgenética aparece?

  • Início mais comum após os 30 anos ou em fases hormonais (pós-parto, menopausa, SOP)

  • Afeta principalmente o topo da cabeça e a linha central, mantendo a linha frontal preservada

  • Queda difusa e afinamento generalizado

  • Classificada pela escala de Ludwig ou Sinclair


📌 Principais causas e fatores que agravam a alopecia androgenética:

  • Predisposição genética (histórico familiar)

  • Alterações hormonais (menopausa, SOP, uso de anticoncepcionais ou anabolizantes)

  • Estresse crônico e liberação de cortisol

  • Deficiências nutricionais (vitamina D, ferro, zinco, B12)

  • Uso frequente de químicas, calor excessivo ou hábitos de tração capilar


🔍 Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é clínico, feito por um tricologista ou dermatologista, e pode incluir:

  • Tricoscopia (análise do couro cabeludo com aumento)

  • Avaliação laboratorial hormonal e nutricional

  • Histórico pessoal e familiar

Quanto mais precoce for o diagnóstico, melhor o prognóstico do tratamento.


💡 Tem tratamento?

Sim, e os resultados são mais eficazes quando iniciados cedo. Os protocolos podem incluir:

Tratamentos tópicos:

  • Minoxidil

  • Fatores de crescimento

  • Tônicos com cafeína, melatonina ou latanoprosta

Tratamentos orais:

  • Inibidores de DHT (como finasterida ou fitoterápicos como o óleo de semente de abóbora)

  • Suplementação com vitaminas e minerais

Terapias clínicas:

  • Intradermoterapia

  • Microagulhamento com exossomos

  • LED capilar

  • Ozonioterapia

  • ILIB e capacete de LED


Conclusão

A alopecia androgenética é uma condição crônica, mas pode ser controlada e até revertida parcialmente com os tratamentos corretos. O acompanhamento com um profissional capacitado é essencial para preservar os fios, estimular o crescimento e evitar a progressão da calvície.

Não espere a perda se agravar. Cuidar hoje é garantir mais cabelo amanhã.